tiê.

Archive for março 2009

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Coisa mais linda mesmo é Tiê. “Passarinho” no Youtube é uma janela para um céu. Ela é apaixonante. Betão tinha me falado nela. Mas não pensei que fosse assim tão bonito tudo aquilo. Ela cantando sobre o próprio nome, com naturalidade total, musicalidade totalmente natural, tudo, fazendo as ruas de São Paulo parecerem bonitas como nas palavras de John Cage: “São Paulo é cheia de flores”.

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Com o belo e confessional CD e show Sweet Jardim, a compositora Tiê demonstra ter potencial para virar uma estrela pop

Vendo Tiê, com sua elegância clássica de musa pop, e observando o comportamento de seu público dá para arriscar um palpite: vem aí mais uma estrela da canção brasileira. Potencial para isso não lhe falta nem no belo álbum de estreia, Sweet Jardim, nem no show de lançamento, que tem última sessão hoje no Studio SP, com entrada franca.(…) Tiê costuma distribuir cópias do encarte do CD com as letras das canções para o público acompanhar, mas notou-se que muitas pessoas, acomodadas sentadas no chão, nem precisavam do suporte impresso, já sabiam bem o que iam ouvir.

Como no CD, o show é despojado: apenas ela se alternando entre o violão e o piano, e o guitarrista Plinio Profeta, produtor do álbum, de acompanhante, igualmente sutil. É uma atitude um tanto corajosa de Tiê fazer se impor com a voz pequena, delicada, em tom quase sussurrado, num ambiente noturno, onde se bebe, se conversa e se fuma muito. Conseguiu até certa altura, fazer-se ouvida em relativo silêncio, com tempo de conquistar os interessados.

Tiê rima com Tetê e ambas têm a referência das aves, mas as semelhanças param aí. A mato-grossense Tetê ficou conhecida como a cantora que tinha “pássaros na garganta”. Tiê tem nome de ave e explorou esse tema na linda canção Passarinho, faixa do CD, que já integrava seu EP anterior e abre o show. Chá Verde, porém, parece ser a mais autobiográfica de um disco intimista, minimalista, recheado de canções com letras confessionais. 

Mergulhar na própria intimidade facilitou para ela encontrar seu estilo e a melhor maneira de se expressar: “Adoro bossa nova e sambas antigos, mas não gravaria um disco assim. Tinha muita dificuldade em escolher repertório, então era uma cantora infeliz”, diz Tiê, sobre a opção de cantar só as próprias composições. “Em vez de contar histórias aleatórias, o único jeito que eu descobri que poderia compor seria contando histórias minhas.” Amor é um dos temas recorrentes nas letras.

Em esquema de colaboração solidária – muito significativa nestes tempos de crise e sem apoio de gravadoras – no CD, ela conta com participação de gente como Toquinho, Tatá Aeroplano, Tulipa Ruiz, Nana Rizinni, Gianni Dias.

O acento folk de suas canções (algumas com versos em inglês e francês) coincide com uma onda de grupos e cantores que vêm investindo nesse estilo. No entanto, Tiê diz que o que procurou nessa onda foi a sonoridade “mais simples”. “Meu EP tinha 18 violinos virtuais, quando fui fazer ao vivo, quebrei as pernas. Ou eu tinha dinheiro para ter uma orquestra ou não fazia o show, porque não conseguiria reproduzir o EP no palco”, diz. “Dizem que meu CD é folk, mas não é: é violão e voz. Tem uma faixa que puxa mais para o country, mas outras nove não são.” Em abril ela leva seu som para o Favela Chic de Paris (dia 21) e Londres (22). É a cantora-passarinho em promissor voo internacional. 

“…O Oficina, Os Titãs, Os Racionais, a poesia concreta, o Hurtmold, o Nouvelle Cuisine, Céu, Tiê, Mariana Aidar, mil coisas fazem pensar que Sampa hoje é, como dizia John Lennon sobre Nova Iorque, “where it’s at”.” 

senão, http://www.obraemprogresso.com.br 

25/03/2009  

STUDIO SP – CEDO E SENTADO   22:00H

RUA augusta 591. venham!!

e depois tem stop play moon. ui.

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pra quem não leu…

a crítica da Folha de São Paulo da semana passada, 09/03/09, por Bruno Yutaka SAITO

Simplicidade garante força de cantora
No primeiro show da temporada de “Sweet Jardim”, na última quarta-feira
em SP, Tiê fazia valer o nome de passarinho. Ao violão e teclado,
acompanhada pela guitarra de Plínio Profeta, sua voz soava fraquinha,
frágil e baixa, competindo com o blablablá daqueles que estavam no
Studio SP para badalar. Foi o preço a se pagar pela ousadia de levar o inusitado espírito minimalista do disco intacto ao palco, sem concessões. “Sweet Jardim” é um disco pop, mas que requer audição atenta e concentração. Logo na primeira música, “Assinado Eu”, ela
quebra as expectativas de quem espera mais um disco superproduzido e
cheio de ginga típico de algumas cantoras de MPB sem personalidade que surgem às pencas no mercado. Cantoras como Tiê são raras. Isso porque ela reduz as canções ao osso, à essência. A interpretação sensível, contida e sem afetações de “grande cantora”, aumenta a força das faixas, cheias de dados autobiográficos -não que haja menção ao fato de ser neta de Vida Alves, a atriz do primeiro beijo da TV brasileira, por
exemplo.
Espírito de época

Se as participações especiais do disco não chegam a configurar um movimento musical, não há
como negar que o “zeitgeist” contemporâneo esteja presente, principalmente em “Chá Verde”.
No show, a turma do backing vocal cantou sentada no chão, como se fosse rodinha neo-hippie de intervalo de aula da faculdade.
Tiê faz parte dessa geração que não vê distinção entre a música brasileira e a internacional, que não é preconceituosa em termos artísticos e aglutina
influências tão díspares
quanto bossa nova e Toquinho (que participa da faixa-título) aos estrangeiros Cocorosie, Devendra
Banhart e Cat Power.



  • Mari Del: Obaaaaa! Estamos aguardando ansiosos... Vai ficar lindo, certeza, como sempre. Lov.U. Bon courage, ma belle!
  • noele: se eu te mandar um e-mail falando muitas coisas como tiete , voce ficaria brava por esse e-mail ser de trabalho ou o responderia? S:
  • noele: amo suas musicas *--*

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